Históricos/relatos de GTs de Seções Locais da AGB

17/08/2016 16:06

Históricos/relatos reunidos por ocasião do I Fórum de GTs da AGB ocorrido entre 16 e 18 de novembro de 2012 em Aracaju/SE.

 

1) Seção Local Marechal Cândido Rondon-PR

Embora não tenhamos na nossa local nenhum Grupo de Trabalho (GT) em atuação, estamos dispostos a construir GT ́s. Mas, mesmo sem a criação de GT ́s, tivemos uma atuação política junto a movimentos sociais locais em pelo menos três lutas importantes que a local ajudou a construir, ainda realizamos um projeto de extensão num Colégio do Município em parceria com o Centro de Apoio ao pequeno Agricultor.

A primeira delas foi à participação da local no Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra, onde promovemos debates na universidade sobre a temática, bem como, fomos para as ruas de M. C. Rondon e seus distritos, coletar assinaturas e debater com a população sobre a importância da temática.

A segunda se refere ao despejo ocorrido na cidade de Guaíra (cerca de 40 km de M. C. Rondon), onde visitamos e apoiamos a luta das famílias desalojadas, e produzimos em conjunto com outras entidades, uma carta aberta, para desmentir as notícias veiculadas pela mídia de que a desocupação havia sido realizada de forma pacífica, que pode ser encontrada no seu inteiro teor no site da local.

A terceira se refere à greve dos trabalhadores da Faville (indústria de alimentos de M. C. Rondon), onde visitamos e ajudamos a construir a luta desse conjunto de trabalhadores. Publicamos também no site da local, uma nota na qual declaramos apoio ao movimento grevista.

A quarta refere-se a realização de um projeto de extensão intitulado “Palestras sobre impactos socioambientais na agricultura brasileira” foi realizado no Colégio Estadual Marechal Rondon com alunos da 2a série do Ensino Médio. As atividades demonstraram aos alunos envolvidos no projeto a diferença entre a agricultura empresarial e a Agroecologia, pois, esta busca conciliar a produção de alimentos saudáveis e o não uso de agrotóxicos para eliminação de pragas nas lavouras. O objetivo do projeto foi promover palestras e debates com alunos e professores, sobre as questões ambientais e sociais que permeiam a agricultura brasileira. Juntamente com o CAPA – (Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor) organizamos e participamos de um trabalho de campo em uma propriedade Agroecológica. Os objetivos pretendidos pelo projeto foram alcançados, no que verificou-se, os alunos relacionaram a teoria apresentada pelos palestrantes com seu dia a dia e com a aula prática, verificando as diferenças da agroecologia para a agricultura convencional, e os impactos sociais e ambientais gerados pelas grandes monoculturas ( soja, milho).

 

2) Seção Local Vitória-ES

 

a) GT Ambiente

 

O GT de Ambiente da AGB/Vitória surge em 2009, a partir das demandas conjuntas de atuação de dois outros GTs, a saber: GT de Agroecologia + GT de Recursos Hídricos= GT Ambiente. Neste momento o Grupo passa a ter como meta se constituir em um espaço em que as pessoas interessadas possam refletir e implementar ações concretas direcionadas para a construção de uma realidade sócio-ambiental diferente da que está colocada. Nossa organização se baseia na autonomia e coletividade, proposta que vai ao encontro das discussões realizadas pela AGB em nível nacional.

Através da atuação em nível local e em articulações com outros estados, pretendemos contribuir no debate acerca de questões socioambientais, principalmente na área dos grandes empreendimentos industriais que ocorrem e ocorrerá no Espírito Santo. Um reflexo do desenvolvimentismo que segue como “carro-chefe” das ações do governo estadual descritos no documento “ES 2005 – 2025”, o Espírito Santo em ação.

Abaixo segue algumas atividades desenvolvidas até o momento pelo GT Ambiente e suas parcerias com os Movimentos Sociais:

2010:

- Debate sobre a Campanha pelo Limite da Propriedade da Terra: AGB-Vitória, OCCA e CPT;

- Participação do intercâmbio proposto pela Rede Alerta na Comunidade Chapada do A;

- Nota pública do GT de Ambiente sobre os Impactos dos Grandes Empreendimentos no Espírito Santo;

- Relatório de Impactos Sócio-Ambientais da Fábrica de sucos da Coca-Cola de nome Sucos Mais no Córrego das Pedras, Linhares/ES (finalizado em 2011) e protocolado junto ao (IEMA) Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo; e ao Ministério Público Estadual.

2011:

- Ciclo de Seminários dos GTs. O tema do GT Ambiente foi “Usos (in)comuns da água”

- Participação no Seminário dos Atingidos pelos Grandes Projetos;

- Participação do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Vitória - CONDEMA;

- Parecer Técnico para apresentação no CONDEMA.

2012:

- Participação do Encontro dos Afetados por Petróleo e Gás no Espírito Santo, realizado em Linhares;

- Nota de repúdio a intervenção do (MAPA) Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, em São Gabriel da Palha/ES;

- Contribuição na elaboração da “Carta de Linhares: Afirmação do Fórum dos Afetados pelos projetos de instalações de Petróleo e Gás no ES”.

Partes das atividades acima citadas foram realizadas através de trabalhos de campo, grupos de estudos e reuniões/encontros do GT Ambiente.

Após o ENG 2012 já nos reunimos três vezes, e novas atividades estão sendo desenvolvidas, entre elas: acompanhamento da Barraca de alimentos Agroecológico na UFES, em parceria com o (NEPEA) Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Agroecologia; acompanhamento da Rede Alerta sobre os Impactos da CSU na comunidade de Chapada do A, em Anchieta/ES; acompanhamento da Campanha Permanente Contra o uso de Agrotóxicos e Pela Vida. Em breve lançaremos um blog, no sentido de dar visibilidade aos trabalhos desenvolvidos pelo GT Ambiente da AGB Vitória.

 

b) GT de Ensino de Geografia

 

A formação do GT de Ensino da AGB Seção Vitória partiu do interesse de alguns de seus associados, que vez ou outra “levantavam essa bola” em reuniões da entidade e em conversas informais. Sendo que, no início de 2011, um grupo de estudantes de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e/ou professores de Geografia de ensino básico no Espírito Santo abordaram numa reunião da seção local a importância de se criar um espaço para discutir a formação inicial e continuada dos professores de Geografia, a relação entre o departamento de Geografia e o Centro de educação da UFES, temas de interesse da Geografia e da sociedade, e, de proposição de atividades a partir das demandas identificadas. Surgindo assim, o GT de Ensino da AGB seção Vitória.

Os diálogos iniciados subsidiaram a formulação de um Plano de atividades do GT para o ano de 2011. Sendo apontada como prioridade em curto prazo (primeiro semestre), a discussão da Proposta Curricular da Rede Estadual de Ensino do estado do Espírito Santo publicada em 2009. Essa discussão ocorreu por meio de uma mesa redonda, intitulada “E O ‘NOVO CURRÍCULO’ DA REDE ESTADUAL DE ENSINO?” ocorrida em 15 de junho de 2011 (ANEXO 01). Outra atividade elencada ainda para o primeiro semestre foi à realização de um cadastro de professores de Geografia em atividade no ensino básico público do Espírito Santo, ainda não alcançado devido às dificuldades de se fazer um levantamento desse porte.

Para o segundo semestre de 2011 foi planejada a realização de mais uma mesa redonda e criação de parceria entre o GT/AGB e o Laboratório de Ensino e Aprendizagem de Geografia (LEAGEO / UFES). Uma primeira aproximação dessa parceria se deu pela participação do professor José Américo como coordenador da mesa redonda que discutiu a Proposta Curricular, visto que esse professor é atuante no LEAGEO.

A mesa redonda pensada para o segundo semestre de 2011 acabou ocorrendo coma parte integrante do Seminário do GT de Ensino (ANEXO 02), pois a AGB Seção Vitória idealizou o “1° ciclo de seminários da ABG Seção Vitória” por GTs (Ensino e Ambiente). Sendo o principal objetivo do GT de Ensino e da própria AGB-Vitória promover debates de interesse da Geografia, em particular no campo do ensino-aprendizagem, e da sociedade. O seminário teve como pano de fundo, o atual modelo de desenvolvimento ancorado no Plano Estratégico ES 2025, em curso no estado do Espírito Santo, e, seus desdobramentos socioespaciais. Visando constituir-se em espaço de reflexão e formação, e, construir possibilidades de compreensão e intervenção a partir do ensino de Geografia.

O seminário foi realizado em 25 de novembro de 2011, e além da mesa intitulada REBATIMENTOS DO NEODESENVOLVIMENTISMO NO TERRITÓRIO CAPIXABA: DESAFIOS PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA”, contou com a aplicação de duas oficinas temáticas. Uma abordou a espacialidade da produção de alimentos no ES, o agronegócio e a agricultura familiar; e a outra centrou-se na urbanização contemporânea e na análise de conflitos envolvendo o urbano, a partir de matérias jornalísticas. Uma terceira oficina planejada que iria abordar a questão ambiental no ES não foi realizada. O evento propiciou a retomada das discussões da proposta curricular iniciada na primeira mesa realizada pelo GT, pela tentativa de identificar/entender a relação entre a proposta curricular e o Plano Estratégico ES 2025, como parte de uma política de governo.

Esses foram os trabalhos realizados pelo GT de Ensino de Geografia da AGB seção Vitória no ano de 2011. Para a viabilização desses eventos, uma série de reuniões/encontros foi realizada pelo coletivo do GT, sendo que, para a construção do 1o Ciclo de seminários, encontros entre integrantes dos três GTs em atividade foram necessários. Outra atividade importante foi a divulgação do “VII Fala Professor” por membros do GT em seus espaços de atuação e a participação de alguns de seus membros no evento, sendo um deles, na organização.

Em 2012 a atuação do GT de Ensino se deu basicamente em parceria com o LEAGEO. A consolidação dessa parceria se deu pela formação de um espaço de construção de debates/palestras/mesas chamado “Redes de diálogos geográficos”. Essa parceria conta ainda com o apoio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à docência (PIBID) da área de Geografia, coordenado pelo professor Dr. José Américo, que também faz parte do LEAGEO, e está em diálogo constante com membros do GT de Ensino. As atividades realizadas por meio dessa parceria seguem no ANEXO 03.

O GT de Ensino de Geografia da Seção Vitória necessita passar por uma reestruturação, que pretendemos realizar ainda esse ano. É provável que a criação de um blog faça parte dessa reestruturação, devido o sucesso da iniciativa do GT de Assuntos Urbanos em trabalhar com blog. Reflexo disso é a sinalização do GT Ambiente de também trabalhar com blog. Por fim, acreditamos que a realização e a participação no “1o Fórum de GTs da AGB” irá contribuir para a nossa restruturação e consolidação.

 

c) GT Assuntos Urbanos

 

A primeira reunião do GT de Assuntos Urbanos da AGB Seção Vitória ocorreu no final do ano de 2009. A iniciativa foi motivada a partir da participação de alguns associados da AGB-Vitória no GT AGB e Reforma Urbana”, realizado no ENG 2008, em São Paulo. Na ocasião o diálogo com diferentes seções locais que atuam sobre as questões urbanas permitiu levantar possibilidades de atuação da AGB-Vitória em relação aos conflitos urbanos locais e espaços de participação.

Nos primeiros encontros foram definidas as seguintes diretrizes para o GT de Assuntos Urbanos: Possibilidade de participação da AGB, enquanto entidade técnico-científica e profissional, em espaços institucionais e fóruns, como os conselhos e conferências da cidade; Articulação efetiva da AGB-Vitória com entidades e movimentos sociais urbanos que tenham como pauta a luta pela reforma urbana no Espírito Santo; Esforços na busca de promover uma maior visibilidade dos conflitos urbanos que ocorrem, sobretudo, na RMGV (Região Metropolitana da Grande Vitória).

Nos anos que se seguiram a realização do GT foi orientada por essas diretrizes, de um modo geral. O GT de Assuntos Urbanos atravessou diferentes momentos em termos de regularidade de reuniões e participação. O número de participantes efetivos no GT nesses três anos variou entre 2 e 6 pessoas.

Atividades realizados pelo GT de Assuntos Urbanos

2010

- Trabalho de campo e elaboração de documento-denúncia sobre a ocupação do Bairro Jardim Primeira Vera (Serra-ES);

- Moção de Apoio à Luta pela Moradia no ES, assinada em conjunto com a DEN 2010-2012;

- Promoção da Mesa Redonda: “Direito à Mordia na Cidade: Os atuais desafios da política habitacional no ES”, que contou com a participação do representante da Caixa Econômica e Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM-ES)

- Participação na Conferência Municipal da Cidade da Serra e na Conferência Estadual da Cidade (relato encontra-se no sítio da AGB);

2011

- Promoção da Mesa Redonda: “Os Desafios da Mobilidade Urbana e o Direito à Cidade na Grande Vitória-ES”, que contou com a participação de representante do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e do Movimento Passe Livre (MPL-GV);

- Acompanhamento e contribuição, juntamente com sociedade mobilizada, de relatório de crítica à alteração do Plano Diretor de Vila Velha;

- Participação no Seminário “Vila Velha: Rumos do Desenvolvimento”. A contribuição da AGB focava nos impactos urbanos da alteração do PDM da cidade;

- Mini-curso sobre conflitos urbanos da cidade na mídia no Seminário de GTs da AGB-Vitória

2012

- Participação no espaço do GT Nacional de Assuntos Urbanos no ENG 2012, em Belo Horizonte.

- Participação no I Seminário Aberto de Mobidade Urbana da RMGV. O evento foi promovido pelo Movimento Passe Livre (MPL) - GV em parceria com a AGB-Vitória.

- Início de conversas com o Observatório de Conflitos Urbanos, da UFES, objetivando possíveis parcerias para ações futuras;

O blog “Cidade como Direito”

O GT de Assuntos Urbanos da AGB Vitória criou o blog Cidade como Direito no início de 2011, como o seguinte endereço eletrônico: www.cidadecomodireito.blogspot.com . (expressão sempre trazida a tona pela companheira agebeana Arlete M. Rodrigues: “cidade como direito”).

O blog surge tendo como principal interesse trazer um outro olhar sobre a forma como os meios de comunicação locais (apesar de ao longo do tempo passarmos a trazer também reportagens e textos de outros estados) noticiavam os fatos ocorridos no cotidiano da Grande Vitória, dando ênfase principalmente aos textos, imagens e charges sobre os principais problemas e conflitos urbanos: ocupações urbanas por moradia; problemas de mobilidade urbana; impacto sociais e ambientais de grande projetos urbano-industriais; valorização imobiliária; planejamento urbano; etc. Além disso, passamos a divulgar pequeno artigos feitos pelos colaboradores do blog e de outros parceiros (vários contatos foram estabelecidos com blogs e sites com assuntos afins ao do blog como pode ser visto na seção links do blog), como também realizamos entrevistas com pessoas que trouxeram diferentes olhares sobre o espaço urbano da Grande Vitória.

Objetivos futuros do GT de Urbana da AGB Vitória:

- Estreitar cada vez mais a aproximação com ativismos sociais urbanos da Grande Vitória;

- Contribuir na confecção estudos que possam subsidiar discussões acerca do direito a cidade na Grande Vitória, como estudos de impactos sociais e ambientais de grandes projetos urbanos-industriais, projetos de moradia popular, projetos de mobilidade alternativa, etc.

 

3) Seção Porto Alegre-RS

 

a) Grupo de Trabalho Ensino e Educação Popular

 

GT de Ensino e Educação Popular: este GT atua principalmente através das Jornadas Pedagógicas, sendo mediado pela comissão de Ensino e Educação Popular.

Esta atividade da Comissão de Ensino da AGB Seção Porto Alegre possui dois objetivos: movimentar a AGB ao encontro de seu associado e movimentar a Geografia ao encontro do professor de Geografia. São focadas nos professores da escola básica, em uma dinâmica de relatos de experiências, mini-cursos ou oficinas, baseados em trabalhos dos próprios professores.

A mensagem do folder de divulgação é bem esclarecedora a respeito de nossa política:

Trabalhos dos próprios professores? Sabe aquela tua aula que mexeu com os alunos? Aquele texto que escreveste que fomentou inúmeros debates? Aquela iniciativa que te deu orgulho de ser professor(a) e que gostaria que outros pessoas conhecessem? Compartilhe com a gente, em forma de fala, de oficina, de mini-curso. Mostre para os colegas de Geografia a tua aula. Nas jornadas aprendemos e ensinamos juntos. E se você não quer mostrar teu trabalho, venha pelo menos conhecer, experimentar, discutir outras formas de abordagem daquele conteúdo que não sabes como iniciar, aprender aquela dinâmica que fará teus alunos entenderem melhor aquilo que estão com dificuldades, etc”

A forma assemelha-se aos Espaços de Dialogo e Práticas (EDPs) do Encontro Nacional de Geógrafos (ENG), momento do evento em que os participantes dialogam temas afins aos seus trabalhos dentro da Geografia. A semelhança entre as Jornadas e os EDPs, é o fomento ao debate e a troca de experiências, não apenas de maneira expositiva, sem interação, mas com dialogo realmente. É uma ação política em resposta ao que se tem visto em grande parte dos eventos acadêmicos, onde as apresentações de trabalho são uma mera formalidade, quase que um ‘obstáculo’ à certificação.

As Jornadas Pedagógicas já contam 10 anos desde sua primeira edição. Recentemente foi reformulada para que ocorra de maneira itinerante pelo estado do Rio Grande do Sul – poucos dias antes do início do fórum de GTs, ocorrerá uma edição em Erechim, em parceria com a UFFS.

Em 2011, a primeira Jornada desta retomada aconteceu em Porto Alegre, em região periférica da cidade, no bairro Restinga, com o apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Sul. Em 2012 duas edições em Porto Alegre: em março, na Organização Não Governamental para Educação Popular (ONGEP), na região central da cidade. Em agosto, na Escola Estadual de Ensino Médio e Fundamental Presidente Vargas, zona norte da capital, também região de periferia. Ainda em 2012 os planos são de iniciarmos a segunda parte do projeto, onde o movimento será estadual.

 

b) Relato de ações da Comissão Movimento Urbano da AGB-PA:

 

Essa comissão foi formalizada no início da gestão 2010-2012 com uma fusão com a comissão de geografia agrária/rural. Assim tornou-se Comissão Campo-Cidade. Na gestão 2012-2014 foi decidido que seria denominada apenas Comissão (GT) de Movimento Urbano da AGB-PA.

Suas intencionalidades são:

1. Fomentar o debate sobre a questão urbana, catalisando informações e ideias sobre acontecimentos, políticas, intervenções e ativismos urbanos.

2. Divulgar por meios de comunicação eventos, cursos, oficinas etc sobre a questão urbana.

3. Participar, a partir de seus membros, enquanto entidade técnico-científica, profissional e política, em espaços institucionais e fóruns, como os conselhos e conferências da cidade, e também em espaços comunitários, e quando aprovado em assembléia, representar a AGB-PA nos diversos fóruns e movimentos que tratem da questão urbana.

4. Articular efetivamente a AGB-PA com entidades e movimentos sociais urbanos que tenham como pauta a luta pela reforma urbana.

Neste quase três anos de (formalmente) Comissão de Movimento Urbano, foram diversas as ações, envolvimentos diretos com comunidades com seus direitos ameaçados, intervenções junto ao poder público, apoio técnico, atuação em movimentos sociais etc. Listaremos aqui estas ações:

- Acompanhamento nas transferência das famílias da Ocupação 20 de Novembro que viviam ao lado do Beira Rio. Início das visitas e acompanhamento nos locais de chegada. Apoio nas atividades de reestruturação nos novos locais.

- Reuniões semanais no Comitê Popular da Copa - Cristal (moradores, lideranças, FERU/RS e

outras entidades parceiras da AGB)

- Participação na elaboração do documento entregue ao Ministério Público sobre a questão das remoções em Porto Alegre (copiar o documento que está no link: http://reformaurbanars.blogspot.com.br/2012/08/movimentos-e-entidades-solicitam-ao.html)

- Participação no grupo que atua junto às comunidades de pescadores artesanais atingidos pelas obras do Porto de Rio Grande com entidades parceias do FERU/RS - Sabrina

- Reuniões mensais do FERU/RS

- Participação na organização da visita do GT Moradia da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal às comunidades atingidas pelas obras da Copa em Porto Alegre. Organizadores: Comitê Popular da Copa Cristal e FERU/RS. (O documento que entregamos será publicado em breve no blog do FERU/RS).

 

- Acompanhamento de pesquisadores visitantes às obras e comunidades atingidas pelas obras da Copa. No período: Gilmar Mascarenhas. Entrevista sendo transcrita para publicação.

 

- Participação na mesa "Direito à moradia?" na 9ª Semana Geográfica - DAGE/UFRGS. Membros da mesa: Lucimar F Siqueira (AGB-moderadora), Ezequiel Morais (Coordenador estadual do MNLM), Orley Silveira (Movimento o Morro é Nosso), Cristiano Müller (CDES) e Eduardo (Utopia e Luta)

 

EM ANDAMENTO:

 

- Organização e apoio no ato que será realizado em dezembro: esporte como mobilização pelo direito à cidade (Futebol). Promocão CDES e apoio FERU/RS, Levanta Favela e outras entidades.

- Organização da Oficina com Instituto PóLIS/CDES - Instrumentos jurídicos e políticas urbanas na prevenção de violações de direitos ligados à moradia.

- Organização com FERU/RS e Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Sul da oficina sobre Assistência Técnica Gratuita aos movimentos populares urbanos.

 

AÇÕES DESENVOLVIDAS PELO COLETIVO DE APOIO A REFORMA URBANA E O QUE É ESTE COLETIVO?

 

O CARU é uma proposta de grupo de trabalho que busca integrar a concepção política da entidade aos anseios e tempos dos indivíduos que a compõem. Assim se constitui o CARU, um grupo de afinidades que se propõe a realizar a práxis dentro da questão urbana, construindo a AGB desde dentro e organicamente ligada com o ofício do geógrafo e com a formação do estudante de geografia. Portanto, o CARU se coloca enquanto integrante do GT de Movimento Urbano, buscando colocar em prática uma metodologia de pesquisa-ação. Podemos considerar a citação de David Tripp para definirmos pesquisa-ação: “é toda tentativa continuada, sistemática e empiricamente fundamentada de aprimorar a prática.”

A seguir segue um trecho do texto de apresentação do CARU em seu sítio eletrônico (http://carucoletivo.wordpress.com/caru/):

Durante o XVI Encontro Nacional de Geógrafos (“Crise, Práxis e Autonomia: Espaços de Resistência e de Esperança”) ocorrido em Julho de 2010, em Porto Alegre, participamos do momento destinado ao Grupo de Trabalho AGB e a Reforma Urbana (A Relatoria do GT está disponível no sítio http://www.agb.org.br/). Nesse espaço tivemos a oportunidade de nos informar da inserção da AGB na política urbana em âmbito nacional e expor algumas intenções futuras para contribuir com a práxis do geógrafo, principalmente a partir do Fórum Nacional da Reforma Urbana. A síntese de nossa proposta durante o GT era a formação de coletivos autônomos difundidos pelas seções locais em nível nacional. Essa idéia foi explicitada no primeiro encaminhamento da relatoria do Grupo de Trabalho, da seguinte forma:

Consolidação de trabalho de extensão coletiva inserida no GT de Urbana– Coletivo de Apoio à Reforma Urbana – em formato de Escola, que objetive, para a compreensão da temática urbana, tanto capacitação técnica e teórica das seções locais quanto a promoção de atividades sociais às comunidades e favelas, cujo direcionamento é atuar em caráter de conjuntura por meio de oficinas, performances e intervenções, bem como estruturalmente, em forma de projetos, artigos e debates.”

Assim, o grupo se coloca enquanto atuante no Movimento AGBeano (conforme referido no discurso de DirceSuertegaray em 30 de Julho de 2010, no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em Porto Alegre “a AGB é mais do que uma simples associação profissional, a AGB é um Movimento”). Os integrantes do CARU procuram ampliar suas competências teórico-metodológicas através de experimentações embrionárias próprias para uma formação inicial integral. A busca pelo aperfeiçoamento contínuo do trabalho de pesquisa-ação coletiva aliado ao conhecimento do espaço urbano é fundamental para teorizar as práticas realizadas nas assessorias técnicas e pedagógicas, sendo este o meio que viabiliza nossa proposta de geografia social e unitária consistente e coerente com princípios autonomistas.

O CARU desenvolve projetos adaptados a cada singularidade para a construção conjunta de um saber a favor das comunidades e fomentar a articulação entre essas. A pesquisa-ação se efetiva através de trabalhos de base que buscam adequar audiência e competência à interpretação da cidade de Porto Alegre feita desde baixo. Numa interface de troca dialógica de saberes e valores, em vivências junto a territórios autônomos de movimentos sociais e coletivos populares, em articulação reticulada com ONG’s e Pontos de Cultura com agendas convergentes para o eco-desenvolvimento (anti-desenvolvimentismo insustentável), democracia de base, economia ética e educação ambiental e popular, onde se busca estar a par das práticas realizadas atualmente nesses espaços.

 

Ações desenvolvidas:

 

Vila Chocolatão - 2010/2011

 

- Aproximação com os moradores da Vila Chocolatão, assim como realização de parcerias sem as quais não seria possível o desenvolvimento das ações.

- Elaboração de Laudo Técnico Sócio-econômico do reassentamento da Vila Chocolatão: este projeto começou com o envolvimento conjunto dos coletivos CARU e GAJUP (Grupo de Assessoria Justiça Popular) com a Comunidade da Vila Chocolatão que buscava garantir direitos básicos em um processo de remoção truculento e excludente que culminou com a saída definitiva em março/abril de 2011. Em meados de 2010 mergulhamos de cabeça na elaboração de um documento que comprovasse as contradições entre o que era dito no Projeto de Trabalho Técnico Social (DEHMAB-PORTO ALEGRE) e o que acontecia na prática – falta de transparência, falta de participação comunitária, falta de legitimidade política da comunidade, falta de vagas no galpão de triagem novo, falta de garantia de vagas nas escolas do entorno do assentamento novo, falta de garantias de acesso pleno a postos de saúde e hospital, falta de moradias para todas as famílias das comunidade, dentre outros. O laudo pode ser acessado através deste endereço eletrônico: http://www.agb.org.br/documentos/LaudoTecnico.pdf

E outras reportagens que explicam a atuação da AGB-PA com a comunidade da Vila Chocolatão podem ser acessadas através deste links: http://carucoletivo.wordpress.com/2011/05/04/agb-e-a-comunidade-da-vila-chocolatao-por-marilia-guimaraes/ ; http://viladochocolatao.blogspot.com.br/

- Intervenção junto ao Ministério Público Federal – Procuradoria Regional dos dos Direitos do Cidadão a partir da apresentação do Laudo Técnico Sócio-Econômico e posterior acompanhamento das ações efetuadas pela Procuradoria.

- Publicação de artigo na revista Terra Livre 37 intitulado “Nem tudo que reluz é ouro: reassentamento da Vila Chocolatão”. Acesso: http://carucoletivo.files.wordpress.com/2012/08/artigo-terra-livre-nem-tudo-que-reluz-c3bdc3bd-ouro.pdf

- Fala em evento do Centro Acadêmico São Tomás de Aquino (CASTA) da PUCRS. http://cstextos.wordpress.com/2011/10/31/repensando-o-espaco-urbano-uma-perspectiva-critica/

- Contribuição em trabalho de campo da Semana Geográfica promovida pelo Diretório Acadêmico de Geografia da UFRGS: visita a Vila Chocolatão.

 

Quilombos urbanos famílias Fidélix e Silva em Porto Alegre - 2011/2012 (em andamento):

- Aproximação com os moradores dos quilombos urbanos das famílias Silva e Fidélix.

- Elaboração de Projeto de Extensão Universitária “CARTOGRAFIA SOCIAL EM QUILOMBOS URBANOS – FAMÍLIAS FIDÉLIX E SILVA. PORTO ALEGRE/RS”. De março a dezembro de 2102. Pode ser acessado em: http://carucoletivo.files.wordpress.com/2012/08/projeto-cartografia-social-em-quilombos-urbanos1.pdf

- Desenvolvimento de oficinas nas comunidades escolares dos quilombos (Escola Estadual Bahia e CEDEL – Centro Diaconal Evangélico Luterano). Projeto de oficinas pode ser acessado em: http://carucoletivo.files.wordpress.com/2012/08/projeto-educac3bdc3bdc3bdc3bdo-e-diversidade-e-cartografia-social.pdf

- Participação nas reuniões e nas ações da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas. Sítio eletrônico pode ser acessado em: http://frentequilombola.wordpress.com/

- Apresentação de trabalho na FEPOP - UFRGS (Feira de ensino e popularização da ciência).

- Participação na construção e realização do Fórum Social Temático, em janeiro de 2012 (Elaboração de carta de princípios).

- Participação no evento Cúpula dos Povos 2012, no Rio de Janeiro (Elaboração de carta de princípios da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas).

- Participação nas palestras do Programa Brasil Quilombola.

- Apresentação e socialização do projeto em disciplinas da graduação e da pós do departamento de geografia da UFRGS.

- Participação e elaboração da 9º Semana Geográfica, do diretório acadêmico de geografia da UFRGS – DAGE.

- Mediação entre AGB nacional e quilombolas para auxilio financeiro, no último ENG.

 

Outras ações:

- Apresentação de ESC no ENG 2012 com tema “Pesquisa-ação e Geografia: metodologias de trabalho no apoio técnico/político/educacional a comunidades, grupos sociais ou movimentos populares”.

- Fala na mesa de encerramento do EEG com tema "O professor, o bacharel e o estudante: diferentes ações, as mesmas geografias?”

- Fala em mesa do Encontro Regional de Estudantes de Geografia – Chapecó 2012.

 

4) Seção Local Belo Horizonte-MG

 

a) Grupo de Trabalho Assuntos Urbanos

 

O embrião do GT de Assuntos Urbanos da Associação de Geógrafos Brasileiros – seção local Belo Horizonte (AGB-SLBH) surgiu do envolvimento, desde abril de 2009, de membros da Diretoria Executiva Local (DEL) e alguns outros associados no Comitê de Solidariedade à Ocupação Dandara (Céu Azul, Belo Horizonte), organizada pelas Brigadas Populares, Fórum de Moradia do Barreiro e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Até então, a AGB-SLBH, por sua natureza, teve algum envolvimento com tais assuntos desde o seu surgimento em 1988, com participação em fóruns de discussão do Plano Diretor de Belo Horizonte e em algumas iniciativas dos movimentos sociais urbanos locais (cf. o depoimento “A permanente busca do horizonte: a história da AGB-BH”, de William Rosa Alves, na revista Terra Livre, v. 22). Com o crescimento e fortalecimento da Ocupação Dandara e a permanência da Camilo Torres (desde fev. de 2008) e o surgimento das congêneres Irmã Dorothy I e II (março de 2010), tal participação perdurou com a criação do Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações - Belo Horizonte (FPSO-BH), coletivo que surgiu em outubro de 2010 como forma de articular vários movimentos sociais, entidades, partidos, sindicatos, etc. para prestar solidariedade às ocupações em situação de conflito aberto em Belo Horizonte e a fim de pesar politicamente a favor destas, na tentativa de garantir o direito à moradia das famílias que formam as referidas comunidades. Para além desta solidariedade localizada, o Fórum passou a questionar os rumos e significados da (re)produção do espaço urbano de Belo Horizonte. Ainda no Fórum, as Brigadas Populares tomaram a iniciativa de reunir movimentos sociais e interessados para organizar o Comitê Popular dos Atingidos pela Copa em Belo Horizonte (COPAC-BH), em reposta aos projetos e programas, relativos à Copa da FIFA de 2014 no Brasil, encaminhados na capital mineira. A AGB-SLBH integrou o COPAC-BH em seu início e participou da elaboração de alguns documentos e de tarefas requeridas às atividades desse Comitê. Contudo, devido à realização do XVII Encontro Nacional de Geógrafos em Belo Horizonte, a SLBH afastou-se das atividades do COPAC-BH e, após o fim do Encontro, com o acirramento do conflito entre a luta das ocupações e as respostas da governança contemporânea de Belo Horizonte (para a qual parte dos chamados “movimentos sociais urbanos” colaboram) implicou gradativamente nas ameaças de despejo e fez intensificar as atividades e tarefas relativas à defesa da moradia através do FPSO-BH, o que acabou por inviabilizar a participação no COPAC-BH.

Inicialmente, o envolvimento da SLBH nos referidos movimentos ocorria sem maiores discussões em relação à qualidade da participação, bem como sem uma tentativa sistematizada de compreensão e elaboração coletiva quanto aos processos mais amplos de produção e reprodução do urbano.

A partir do incômodo relativo a essa forma de participação, puramente ativista, resolveu-se criar um Grupo de Trabalho para qualificar o envolvimento da AGB-SLBH e para buscar melhor compreender tais processos, possibilitando, quiçá, intervir em seu movimento. Sendo assim, os membros do GT se reúnem aperiodicamente para leituras, debates e elaboração de linhas de ação.

 

b) Grupo de Trabalho Geografia e Educação

 

O GT Geografia e Educação iniciou suas atividades em fevereiro de 2011, com encontros aperiódicos (há relatos destes em < http://agb-belohorizonte.webnode.com.br/gts/gt%20geografia%20e%20educa%C3%A7%C3%A3o/ >). Nestes encontros foram realizadas discussões baseadas em textos que se relacionavam com os assuntos que iam aparecendo nas discussões. As principais preocupações que desde então norteiam as discussões do GT são em relação a função da escola e da educação formal, as relações da escola e da educação formal com os processos que se desenvolvem fora da escola e as possibilidades de educação não formais.

Realizamos em novembro de 2011, como atividade antecedente ao VII Fala Professor! e a partir dos acúmulos das discussões do GT, o Espaço de Diálogos e Práticas “Educação e Neoliberalismo: o contexto e o Cotidiano do Trabalho Educativo”, centrada, portanto, nos sujeitos que vivenciam o processo educativo (repleto de contradições e conflitos).

Participamos da greve de 112 dias dos trabalhadores em educação de Minas Gerais, entre 08 de junho e 27 de setembro de 2011, o que resultou no texto “Quem luta, educa: o que a greve de 2011 ensinou?”, disponível em .

 

A organização do XVII Encontro Nacional de Geógrafos em Belo Horizonte suspendeu as atividades do GT. Passado o Encontro, temos voltado a nos reunir. A discussão agora tem sido acerca das relações entre Educação e Ocupações Urbanas, uma vez que a AGB-BH tem um forte envolvimento com estas e uma delas, ocupação Eliana Silva, está elaborando um projeto de educação de jovens e adultos em que há possibilidade de participação do GT Geografia e Educação.

 

5) Seção Local Recife

 

a) Grupo de Trabalho de Assuntos Agrários

 

Um dos focos principais de análise dos GTs de Agrária, em funcionamento hoje nas AGBs Locais, tem sido os impactos dos grandes projetos de desenvolvimento sobre o espaço agrário. Em especial, os GTs de Agrária das AGBs Rio/Niterói e da AGB Recife têm se dedicado a esta temática e produziram nos últimos anos importantes estudos sobre esta problemática. De acordo com esses estudos, nos últimos anos têm se multiplicado no Brasil grandes projetos industriais, de extração mineral e de infraestrutura de transportes e energia sob o controle de grandes empresas nacionais e transnacionais, com forte apoio institucional e financeiro estatal, articulado com as diferentes esferas de governo. Este cenário permite a realização de grandes blocos de investimento mediante a criação de novos pólos de desenvolvimento articulados entre si, envolvendo empreendimentos industriais, agroindustriais e obras de infraestrutura e logística. Em Pernambuco, Estado onde este processo também está em franco desenvolvimento, temos o

Complexo Portuário de Suape, a Refinaria Abreu e Lima, a ferrovia Transnordestina, a Transposição do Rio São Francisco e o projeto de instalação de usinas nucleares.

Alguns destes projetos, embora de natureza urbano-industrial, por se localizarem em áreas atualmente predominantemente agrárias estão gerando significativos impactos sobre esta realidade.

Assim, o GT de Agrária da AGB Nacional propõe que, tendo como ponto de partida os estudos realizados por estes GTs, os participantes do XVII ENG busquem construir um posicionamento dos geógrafos brasileiros acerca dos impactos dos grandes projetos de desenvolvimento sobre o espaço agrário.

 

6) Seção Local Viçosa

 

a) GT Ambiente

 

As atividades do GT Ambiente da AGB Viçosa iniciam-se no início do ano de 2012, através da necessidade de amadurecimento e intervenção da AGB no contexto do projeto de construção do mineroduto da empresa Ferrous Resouses. O projeto do mineroduto tem origem no município de Congonhas/MG, onde há uma mina da empresa, e tem como destino o porto (ainda em licenciamento ) em Presidente Kennedy(ES). Em seu trajeto ao todo atingirá 22 municípios em três estados (MG, RJ e ES) .

No primeiro momento, o GT realiza uma análise dos documentos como o EIA/RIMA se deparando com inúmeras irregularidades, contradições e problemas sócio ambientais que não são expostos em nenhum relatório oficial da empresa ou dos órgãos ambientais do governo.

Com isso o grupo se propõe a fazer um relatório próprio sobre impactos ambientais (principalmente hídricos) e sociais e começa a realizar vários trabalhos de campo no município de Viçosa, fazendo o mapeando as nascentes que serão atingidas no principal rio que abastece a cidade (Rio São Bartolomeu) e também para ir conversando com os moradores que serão atingidos direta e indiretamente pelo projeto, levantando os inúmeros direitos humanos que estão sendo infringidos.

No mês de agosto, o GT lança o “Relatório de Impactos Sócio-Ambientais do mineroduto da Ferrous na microregião de Viçosa”, fruto dos meses de trabalho sobre a problemática.

A AGB, através do GT Ambiente, também integra e contribui na “Campanha Pelas Águas e contra o mineroduto da Ferrous”. Participou e interviu em assembleias populares, audiências públicas, de protestos, reuniões, e outros atos posicionando contra o projeto da empresa Ferrous, trazendo elementos para o debate. Esteve presente em vários municípios além de Viçosa, como em Cons. Lafaite, Ervália, Paulo Candido e Coimbra posicionando-se e relatando os resultados do relatório de impactos e denunciando a forma como a empresa atua.

Nos dois informativos de 2012, chamado Prosa Geográfica da AGB Viçosa, o GT ambiente elaborou um texto abordando o mineroduto e suas problemáticas divulgando para a comunidade o posicionamento da entidade.

Atualmente o GT está participando da organização da construção do seminário “Mineração, minerodutos e os desafios políticos da organização popular” a ser realizado nos dias 10 e 11 novembro em Viçosa juntamente com outras entidades que integram a Campanha para posteriormente realizar um encontro dos atingidos pela mineração em Muriaé/MG.

 

b) GT de Educação

 

Esse GT surge de um entendimento de membros da local da necessidade de maior envolvimento nas questões referentes à educação, sobretudo, à educação básica. Mesmo antes de oficializar a existência do GT, trabalhos junto ao sindicatos dos professores da educação básica de Viçosa (SindUTE-Viçosa) e esforços de aproximação de professores já vinham sendo feitas. Dessa forma, em 2008 inicia uma discussão mais aprofundada por parte da local buscando entender o que era o GT, sua importância, seu funcionamento.

No seminário de formação de chapa realizado em 2010, ficava claro a importância de se constituir os GTs. Naquele momento, as opções foram pelo GT de Educação, e por um GT que permitisse diálogo entre o agrário e o urbano, considerando as características locais. Na assembléia, funda-se então oficialmente o GT de Educação. Desde então ele vem sendo composto por 3 pessoas, e pautando pelo apoio aos movimentos de professores da educação básica e discussões acerca do ensino básico e acesso ao ensino superior.

As ações desenvolvidas foram no sentido de apoiar os movimentos de luta e reivindicação dos professores da educação básica, com cartas de apoio e acompanhamento das reuniões e assembléias durante a greve em 2011. Também se procura manter uma relação com as escolas de educação pública básica do município, fazendo passadas, convidando para espaços. Mais recentemente participamos de um debate junto ao encontro de cursinhos populares, por meio de uma câmara temática discutindo as experiências em geografia e educação popular. Ultimamente, as discussões desse GT tem pautado pelo acesso à educação pública superior e de qualidade e condições de permanência, sobretudo para a parcela trabalhadora. Assim, tem-se procurado discutir o papel social da universidade na garantia de cursos noturnos que possibilitem a essa parcela da população condições de conclusão do curso, sem maiores perdas nas aulas e nas discussões.

 

7- Seção Local de Três Lagoas –MS

 

a) GT de Agrária

 

A GT de Agrária da Seção Local está desde 2006 com uma atuação políticas constantes junto a Comissão Pastoral da Terra – CPT/Três Lagoas, principalmente no que diz respeito aos embates agrários, intensificados com o monocultivo de eucalipto no município de Três Lagoas e arredores.

Para conhecimento das outras GTs, expomos abaixo as coordenações responsáveis pela comissão Agrária: Gestões de 2006-2014.

A comissão de agrária surgiu na gestão de 2006-2008, sob a coordenação de Vivian Helena Àvila.

Gestão de 2008-2010, sob a coordenação de Tayrone Roger Antunes de Asevedo e Lucian

Gestão de 2010-2012, sob a coordenação de Mieceslau Kudlavicz.

Gestão de 2012-2014, sob a coordenação de Mieceslau Kudlavicz.

A primeira Atuação da Comissão de Agrária foi à assinatura com outras entidades, o manifesto alertando sobre os perigos monocultivo do eucalipto no município de Três Lagoas/MS, no ano de 2007, atividade Coordenada pela Profa Dra Rosemeire Aparecida de Almeida, tendo como Diretora de Organização: Vivian Helena Ávila.

Outra atuação de suma importância foi o Evento, denominado Pelo limite da propriedade de terra, nas dependências da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas – auditório da Unidade II; proposta e encaminhada pela Profa Dra Rosemeire Aparecida de Almeida, tendo como mediador e Diretor de Organização: Helio Maciel dos Santos (pertencente a AGB/Campo Grande). pela Profa Dra Rosemeire Aparecida de Almeida, tendo como Diretor de Organização: Mieceslau Kudlavicz, esta atividade foi desenvolvida no dia 03 de Setembro de 2010, onde assinamos também o manifesto intitulado pelo nome do evento.

Como forma de complementar esta atividade, foi realizado no dia 21 de Setembro do mesmo ano (2010), nas dependências da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas – auditório da Unidade II, coordenado pela Profa Dra Rosemeire Aparecida de Almeida e pelo Diretor de Organização: Mieceslau Kudlavicz, o evento intitulado Dia Internacional Contra o monocultivo de Árvores, com considerável participação do publico acadêmico de vários cursos, fato que possibilitou o debate com as diversas áreas de conhecimento.

Após um considerável período, a comissão de Agrária realizou no período que compreendia os dias 30/06 à 02 de julho de 2011, o I Simpósio sobre a formação do complexo celulose-papel em Mato Grosso do Sul: limites e perspectivas, , conglomerando os cursos de Biologia, historia e geografia Bacharelado e Licenciatura Onde teve como local de atividades as dependências da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas – auditório da  unidade I, como Coordenadora do evento tivemos a Profa Dra Rosemeire Aparecida de Almeida e o Diretor de Organização: Mieceslau Kudlavicz.

O intuito deste simpósio foi realizar um espaço de debate entres os diversos órgãos da sociedade com seus respectivos representantes, acerca das transformações ocorridas na Região Leste do Estado de Mato Grosso do Sul, evidenciando seus limites e perspectivas.

Para a realização das atividades no Dia Internacional Contra o monocultivo de Árvores, foi organizado no dia 21 de setembro de 2011, exposições de fotos do Cerrado Sulmatogrossense, nas dependências da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas –Unidade II, englobando os cursos de Biologia, história e geografia Bacharelado/Licenciatura, Coordenado pela Profª Drª Rosemeire Aparecida de Almeida e pelo Diretor de Organização: Mieceslau Kudlavicz.

Tivemos como foco nesta exposição, mostrar as transformações ocorridas no cerrado Sulmatogrossense, a partir do avanço do monocultivo de eucalipto, não somente no município de Três Lagoas, como na Região Leste de Mato Grosso do Sul.

Preocupados com os diversos conflitos agrários no Estado de Mato Grosso do Sul, decorrente da abertura do campo, para os investimentos de grandes agroindústrias e empresas multinacionais, propomos uma Reunião das Seções Locais da AGB de Mato Grosso do Sul, no XX Encontro Sulmatogrossense (ENSUL) e no I Congresso de Geografia (CONGEOMS), com o intuito de proporcionar uma integração entre as AGBs locais no Estado, e abarcar a realidade e partilhar as atuações de cada seção local.

Deste modo no dia 03 de Setembro de 2012, foi realizado nas dependências da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Campo Grande – auditório do LAC (Laboratório de analises clínicas), a Reunião das Seções Locais da AGB de Mato Grosso do Sul (XX ENSUL/ I CONGEOMS), atividade solicitada e Coordenada pela Profª Drª Rosemeire Aparecida de Almeida, tendo como mediador e Diretor de Organização: Helio Maciel dos Santos (pertencente a AGB/Campo Grande). Por fim, teremos nos dias 23 e 24 de Novembro de 2012, o I Encontro Terra, Trabalho e Saúde: em busca da sustentabilidade, que será realizado nas dependências da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campus de Três Lagoas – auditório da Unidade II, tendo como Coordenadora a Profª Drª Rosemeire Aparecida de Almeida e Diretor de Organização: Mieceslau Kudlavicz.

Para nota de esclarecimento o diretor de Organização, diz respeito ao coordenador da comissão de agrária de acordo com a gestão, como havia dito temos grande apoio e parceria nas discussões sobre os embates agrários da CPT/Três Lagoas, representada na AGB, pelo agebeano Mieceslau Kudlavicz.

 

8- Seção local Aracaju

 

a) GT de Assuntos Urbanos

 

O Grupo de Trabalho (GT) sobre Geografia Urbana, da AGB seção Aracaju, foi retomado em 2010 após um período sem atividades, com o objetivo de discutir a produção do espaço urbano em Aracaju e desenvolver pesquisas nesta área. Mesmo inserida na matriz curricular dos cursos de geografia no estado, ainda são poucos aqueles que se dedicam ao trabalho de campo, estudos e análises mais aprofundadas sobre a questão urbana. Neste sentido, em 2010 e 2011, nosso grupo se reuniu mensalmente e enviou representantes à Conferência das Cidades – municipal e estadual – bem como discutiu textos e debateu formas de intervenções do citado GT na sociedade.

Em 2012, o referido GT passou por um processo de renovação com a entrada de novos sócios, tendo como principais objetivos sua ampliação, intervenção na sociedade e estudo com análise crítica, buscando na unidade entre teoria e prática a base de suas ações. As reuniões desse ano se intensificaram e uma nova lista para comunicação entre os participantes foi criada. No ENG, em Belo Horizonte, três representantes participaram das discussões do GT de urbana, o que permitiu analisar a dinâmica dos GT’s e avaliar a própria atuação do grupo.

Ao longo do ano, o GT ainda buscou identificar eventos referentes à Geografia Urbana com o intuito de, sempre que possível, enviar representantes. Além disso, o grupo vem escrevendo um artigo - a partir das leituras e ações – sobre o chamado déficit habitacional em Aracaju, bem como vem organizando eventos locais e convidando agebeanos que discutam questões pertinentes à sociedade, como o Plano Diretor, por exemplo.

O grupo ainda tem buscado formas de viabilizar a produção de um documentário para 2013 a partir do acúmulo nas leituras e discussões sobre o déficit habitacional em Aracaju e também tem buscado identificar e catalogar os movimentos sociais urbanos no município a fim de elaborar um banco de dados a partir de entrevistas e questionários com seus representantes. Esse banco de dados será analisado e poderá servir como apoio para diálogos entre os movimentos e entre estes e o GT, a serviço da luta por moradia.

Além dessas atividades, o GT pretende discutir o conceito de Movimentos Sociais para dar apoio teórico às atividades, além de ler e discutir o Estatuto da Cidade e o Plano Diretor de Aracaju e mapear as ocupações por moradia e os movimentos envolvidos na capital de Sergipe.

 

9- Seções locais Rio de Janeiro e Niterói

 

a) GT de Urbana (carta)

 

"Após tempos de grande imobilidade que levaram o GT a quase extinção, trazemos aqui um novo fôlego. Mais como um sopro, esta carta de intenções retrata o espaço de reestruturação do GT de Assuntos Urbanos da AGB-Niterói. Este estado de coisas, que por consenso ainda se faz prioritário, remonta as lacunas, mas também a evolução dos nossos debates. Eis que para expor nossos objetivos e questões urge a elucidação de certos pontos, a constar: “Qual a diferença entre Grupo de Trabalho, Grupo de Pesquisa e Grupo de Estudos? O que nós entendemos como GT? O que, individualmente, esperamos do GT de Urbana? Quais são as linhas de pesquisa/interesse de cada presente? Qual é nosso objetivo? Quais serão nossas linhas de ação? Quais os objetos possíveis de estudo? Qual será nosso plano de trabalho?”

Entendemos que os Grupos de Trabalho dialogam acerca de atividades que partem de demandas sociais, onde, a partir de planejamento e pesquisa no âmbito da Geografia, em parceria com atores sociais, se busca a transformação da realidade. Em essência, é uma atividade de fim POLÍTICO, uma forma de militância e transformação social através das ferramentas e escopo analítico da Geografia. A partir desta concepção o GT se compromete em denunciar e propor ações acerca das problemáticas de cunho territorial decorrentes dos projetos de desenvolvimento presentes na região perimetropolitana e metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Surgem-nos então as tensões e projetos que engendram a Região da Baía de Guanabara.

Concebemos a Região da Baía de Guanabara como um dos espaços protagonista e privilegiado das relações de poder e conflitividade no tocante aos diferentes discursos acerca das formas, lógicas e projetos de produção de espaço que permeiam o desenvolvimento histórico da região metropolitana e, consequentemente, da região perimetropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Dada sua alta reflexividade, surge-nos a Região da Baía como uma unidade geográfica fundamental para compreensão dos projetos de desenvolvimento que convergem nas intervenções urbanas e resistências na região.

O papel da Baía de Guanabara ainda se encontra obscuro, como reflexo das dinâmicas geográficas que envolvem, espelham e tensionam os diversos projetos em curso na região metropolitana e seus impactos nas regiões perimetropolitanas do Estado do Rio de Janeiro. Nossa proposta consiste em, partindo desta como unidade geográfica e através de mapeamento, articulação com as diversas redes e movimentos sociais envolvidos e trabalhos de campo, investigar e elencar as diferentes lógicas e projetos de cidade que as relações de poder, intervenções e conflitos em seus espaços refletem, para então elucidar seu papel nestes projetos, dado a sua importância e protagonismo histórico. Cabe, através de materiais de denúncia e relatórios, evidenciar as lógicas dos conflitos e as relações de poder desdobrados em seus espaços, como base para intervenção e elaboração de propostas rumo a um projeto socioespacial mais igualitário e democrático.

Nosso plano de trabalho consistirá na:

- Articulação e mapeamento de redes, movimentos e mobilizações sociais que engendram e/ou discutem a Baía de Guanabara. Esta fase deve culminar com a elaboração de um mapeamento dos conflitos;

- Conjuntamente, elaborar de um calendário de trabalhos de campo, onde, junto aos movimentos sociais e as ações nos espaços do Poder Público (Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados e etc.), buscaremos acompanhar as áreas e espaços de conflito, produzindo materiais de denúncia e relatórios, como forma de monitoramento, intervenção e luta.

- Manutenção de percursos formativos, com grupos de estudos permanentes, mas também organização de seminários, encontros, mini-cursos e trabalhos de campo para fins de denúncia."

 

b) GT Ensino


 

O Grupo de Trabalho de Ensino da AGB-Niterói, inicialmente intitulado Comissão de Ensino da AGB-Niterói, teve inicio nos anos 2000, entretanto desse período até o início de 2003, a Seção carece de documentação com informações mais precisas sobre o funcionamento e realização de atividades.

Durante o ano de 2003, o GT centrou sua atuação em duas atividades:

1o) a sistematização das informações sobre o ensino de geografia e as escolas públicas do município de São Gonçalo e 2o) A leitura do livro A Geografia - isso serve, em primeiro lugar para fazer a guerra, de Yves Lacoste.

Em relação às informações foi feito no período:

Cadastro das escolas públicas (municipais e estaduais) e particulares do município de São Gonçalo, com endereço, telefone, níveis e modalidades de ensino. No ensino fundamental e médio, em São Gonçalo, há 68 escolas públicas municipais, 111 escolas públicas estaduais e 276 escolas particulares.

Dados do Censo Escolar de 2002, por escola, da rede pública municipal de São Gonçalo: matrícula, turmas, funções docentes, equipamentos, dependências, infra-estrutura, indicadores educacionais (alunos por turma, x. aprovação/reprovação, etc) e programas dos quais a escola participa (livro didático, merenda, transportes). Esses dados já foram digitados em planilhas do Excel e transformados em gráficos.

Plotagem, num mapa de São Gonçalo, de todas as escolas públicas municipais e estaduais e analise do padrão de distribuição espacial.

Endereço, data de fundação e cursos oferecidos em Instituições de ensino superior em São Gonçalo. Em 1990 havia apenas duas Instituições: a Faculdade de Formação de Professores da UERJ e a ASOEC (atual Universo). Em 2003 já existem 06 Instituições: além da FFP-UERJ e da Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), a Faculdade Paraíso (FAP), o Instituto Superior de Ciências Humanas e Sociais Anísio Teixeira (ISAT), a Faculdade da Cidade de São Gonçalo (FACI) e o Centro de Educação Tecnológica São Gonçalo (CETESG).

Estatísticas educacionais do município de São Gonçalo do ano de 1990, do Plano Diretor. A intenção foi verificar a evolução dos indicadores educacionais na década de 90.

Dados populacionais do município de São Gonçalo dos censos de 1991, 1996 e 2000 do IBGE e de outros anos da Fundação CIDE. A intenção foi apurar a evolução da população escolarizável na década de 90.

Entretanto, as faixas de população do IBGE (0-4 anos, 5 e 6 anos, 7 a 9 anos) não correspondem às faixas etárias por nível de educação (educação infantil: 0 a 6 anos, ensino fundamental: 7 a 14 anos, ensino médio: 15 a 17 anos). Assim, tentando levantar estes dados populacionais com o objetivo de confrontar a evolução da população escolarizável com a evolução das matrículas nas escolas públicas.

Foi iniciado um texto que reunia estas informações para ampla divulgação e para acompanhar os dados educacionais do município de São Gonçalo, sendo chamado de CENSO ESCOLAR DA GEOGRAFIA. A proposta principal era estabelecer o diálogo com os professores das escolas municipais de São Gonçalo. Para isso, tencionava-se realizar uma palestra e a montagem de um questionário, através do qual se pretendia investigar a realidade destes professores, transformando os seus dados em tabelas para fazermos as devidas análises, identificando a situação geral. Posteriormente tencionou-se levar esse trabalho para outros municípios.

Um segundo objetivo foi chamar a atenção dos professores em exercício a participar das discussões semanais desenvolvidas na FFP. Esta seria uma maneira de comunicar aos professores a preocupação da AGB em discutir às questões relacionadas à escola pública e ao ensino de Geografia e apontando que a entidade mantém um grupo com compromisso de estar sempre atento ao questionamento sobre a educação geográfica. Paralelamente, fez-se desenvolvimento de leituras de outros textos, além de Lacoste, para ampliar a nossa base teórica a fim de compreendermos, com mais visibilidade, a geografia no cotidiano escolar e como o conhecimento acadêmico chega ao professor.

Essas atividades duraram até meados de 2005. A partir de 2006, em função da saída de alguns associados e a falta de uma renovação dos quadros o GT passou um período de paralisia, sem a realização de atividades até 2010.

A partir de 2010, com a reformulação do GT, suas ações passaram a focar numa conjuntura educacional ampla, sobretudo nas ações do governo estadual, a partir da implementação do novo Programa Estadual de Educação (PEE) na rede pública de ensino. Foram realizadas atividades na FFP e na UFF, tendo-se como pano de fundo a política educacional brasileira do Plano Nacional de Educação (PNE) e a prática docente.

No Fala Professor Estadual de 2011, realizado em Cabo Frio se iniciou a construção de um documento de avaliação da política educacional. A produção desse documento também foi tema do GT, no Fala professor nacional em Juiz de Fora, e no ENG 2012 em Belo Horizonte. O documento foi concluído após o ENG. No primeiro semestre deste ano, foram realizadas atividades Pré-ENG GT de Ensino, a partir dos seguintes temas de mesas: 1-Percursos formativos: experiências de interação entre teoria e prática; 2-Políticas de currículo e a educação em geografia: permanência versus resistência; 3-Quem luta, educa: subvertendo o ensino da geografia. E desde 2011 temos conseguido manter uma rotina mensal de reuniões do GT de Ensino.

Atualmente, o GT está em processo de aproximação com as entidades diretamente voltadas à luta pela Educação Pública, especificamente o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do RJ (SEPE), a partir do núcleo Niterói (SEPE-Niterói) e o Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública (FEDEP), este último em ritmo mais lento devido às dificuldades internas de organização do próprio Fórum. Também estamos adaptando o documento de avaliação da política educacional a fim de que este seja publicado e posto em circulação na revista Terra Livre.

 

c) GT de Ambiente

 

A atuação do GT Meio Ambiente AGB-Rio se dá através de sua participação junto aos Movimentos Socioambientais, comparecendo a reuniões, itinerantes, ajudando na construção das ações propostas e participando dessas ações.

Atualmente estamos trabalhando com o Grupo de Articulação do Subcomitê de Bacia Faria Timbó Cunha, Movimento Rede Alerta Contra o Deserto Verde, Rádio Comunitária Bicuda Ecológica, em defesa da Serra da Misericórdia no Complexo do Alemão, uma das últimas áreas verde da região e promovendo a articulação dos saberes e fazeres sociais e ambientais das favelas da Sub-bacia, e fazemos parte de Redes como a Rede Brasileira de Justiça Ambiental, forumanguinhos.

Participamos na Cúpula dos Povos, no dia 21/06/2012, na tenda "Saúde, ambiente e sustentabilidade", conforme decidido em reunião, teve como título A luta das favelas por saúde ambiental, pela participação popular nos Comitês da Baía de Guanabara. Organizadores: Grupo da Sub-bacia do Canal do Cunha, GT Meio Ambiente AGB, Cooperação Social da Fiocruz, EPSJV/Fiocruz, Assessoria de Cooperação Social da ENSP e Fórum Social de Manguinhos. Tivemos como debatedores, Edson Gomes, João Batista, Leonardo Bueno, Sérgio Ricardo, Alexandre Pessoa, Michelle Oliveira, André Amador e Denise Amador. No primeiro momento da manhã (08:30h às10:30h), realizamos mística e roda de conversa sobre educação ambiental e a gestão de políticas públicas nas favelas da cidade do Rio de Janeiro, refletindo a participação das organizações de base comunitária e movimentos sociais nos (Sub)Comitês de (sub)bacia da Baía de Guanabara. Na segunda parte/turno da manhã (10:30 às 12:30) houve o lançamento de livro de Elmo Amador, acompanhado de mesa com expositores e debate sobre a importância da obra e sua influência nas lutas protagonizadas pelos movimentos e organizações ambientalistas do Rio de Janeiro.

Estamos discutindo a realização do II Encontro das Comunidades da Sub-bacia do Canal do Cunha, tendo como objetivo geral, promover a articulação dos saberes e fazeres sociais e ambientais das favelas da Sub-bacia dos rios Faria, Timbó e Canal do Cunha, fortalecendo as ações coletivas e ampliando suas potencialidades.

Participamos também, da organização do encontro das REDES ALERTA CONTRA O DESERTO VERDE, intitulado 'ECONOMIA VERDE = DESERTO VERDE' que aconteceu sábado, dia 16/06/2012 , das 19h às 21h, na Tenda 2, no Aterro do Flamengo – Rio de Janeiro RJ. A ideia foi, fazer um balanço sobre as estratégias de luta contra o avanço das monoculturas, a partir dos relatos das entidades que atuam na área, com o objetivo também de articular ações conjuntas.

Esperamos que mais pessoas atendam nosso convite de participar de nosso Grupo de Trabalho, atendendo os objetivos que seguem.

Com o propósito de organizar a intervenção dos geógrafos do Rio de Janeiro no debate sobre a questão Ambiental as AGBs Rio e Niterói criaram um Grupo de Trabalho, denominado, GT Ambiente AGB-Rio e AGB-Niteroi, que vem se reunindo desde 2002.

O GT busca, sobretudo, a realização de um trabalho que valorize a horizontalidade no seu quadro de componentes, onde alunos de graduação, recém formados, pós-graduandos, professores dos diversos níveis de ensino, possam ter a mesma voz nos debates propostos.

Nesse sentido o Grupo de Trabalho Meio Ambiente das AGB’s Rio de Janeiro e AGB-Niteroi estabeleceram como vetores da sua ação os seguintes pontos:

a) Avançar na compreensão dos processos geográficos em curso na realidade socioambiental brasileira;

b) Contribuir no processo de formação política dos diversos segmentos interessados;

c) Promover uma maior interlocução e colaboração com os movimentos sociais visando uma intervenção social mais efetiva nas questões ambientais.

d) Produzir materiais didáticos que possam auxiliar na disseminação dos debates das questões gerais e específicas referentes ao universo ambiental brasileiro.

Ao longo destes anos de funcionamento do GT, participamos ativamente ao lado dos movimentos sociais e fóruns de discussões ambientais, realizamos oficinas em algumas universidades e em Encontros nacionais e estaduais organizados pela AGB.

Como resultado dessas atividades e com o intuito de socializar nossa compreensão da questão socioambiental no Brasil e no Rio de Janeiro, produzimos um caderno sobre eucaliptos, disponibilizado em nossa pagina eletrônica: http://agb-rio.webnode.com.br .

Os interessados em participar do GT Ambiente ou acompanhar as atividades podem procurar a AGB-Rio.

 

d) GT de Agrária

 

Com o propósito de organizar a intervenção dos geógrafos do Rio de Janeiro no debate sobre a questão agrária as AGBs Rio e Niterói criaram um Grupo de Trabalho que vem se reunindo desde 2002.

O GT Agrária busca, sobretudo, a realização de um trabalho que valorize a horizontalidade no seu quadro de componentes, onde alunos de graduação, recém formados, pós-graduandos, professores dos diversos níveis de ensino, possam ter a mesma voz nos debates propostos.

Nesse sentido o Grupo de Trabalho de Agrária das AGB’s Rio de Janeiro e Niterói estabeleceu como vetores da sua ação os seguintes pontos:

a) avançar na compreensão dos processos geográficos em curso na realidade agrária brasileira;

b) contribuir no processo de formação política dos diversos segmentos interessados;

c) promover uma maior interlocução e colaboração com os movimentos sociais visando uma intervenção social mais efetiva na perspectiva da concretização da reforma agrária;

d) produzir materiais didáticos que possam auxiliar na disseminação dos debates das questões gerais e específicas referentes ao universo rural brasileiro.

Ao longo destes mais de 10 anos de funcionamento do GT, participamos ativamente ao lado dos movimentos sociais da elaboração do Plano Regional de Reforma Agrária e de diversas lutas pela reforma agrária e em defesa dos trabalhadores rurais no estado do Rio de Janeiro. Realizamos ainda oficinas e debates em diversas universidades e em Encontros nacionais e estaduais organizados pela AGB.

Como resultado dessas atividades e com o intuito de socializar nossa compreensão da questão agrária no Brasil e no Rio de Janeiro, produzimos dois Cadernos de Textos do GT Agrária, o nº1 lançado em 2006 e o nº 2 em 2012. Produzimos também Relatórios Técnicos, como o que embasou Ação Civil Pública contra as obras do Complexo Industrial e Portuário do Açu e artigos para a Seção de GTs da Revista Terra Livre.

 

10- Seção São Paulo

 

a) GT Trabalho de Campo – AGB São Paulo

 

O atual GT de trabalho de campo da AGB São Paulo nasceu em 2007, a partir da articulação do grupo responsável pela organização das saídas de campo no XV ENG, realizado em São Paulo, em julho de 2008. A partir das conversas iniciais, foi delineado como objetivo, naquele momento, não apenas viabilizar os trabalhos de campo no encontro, mas também tentar qualificar e integrar esta atividade à grade do ENG.

Esses esforços caminharam no entendimento de que, historicamente, os trabalhos de campo tiveram um papel importante dentro da AGB, constituindo-se como parte significativa das assembleias nacionais e da consolidação das pesquisas geográficas no Brasil. Mesmo entendendo criticamente esse processo, e sabendo que vivemos um momento distinto na geografia, a preocupação com esta tradição agebeana norteou o processo de organização desta atividade no XV ENG, inclusive numa tentativa de que, com uma maior qualificação e interação dos campos com o restante do encontro, a própria organização nesta concepção se constituísse como uma reivindicação do trabalho de campo enquanto parte fundamental da formação do geógrafo.

Nesse sentido, buscou-se a presença de proponentes de variadas áreas da geografia, vertentes teóricas e formações acadêmicas, o que resultou em um amplo leque de trabalhos de campo oferecidos, abarcando interesses distintos. Tendo como preocupação a qualidade do desenvolvimento de tais atividades, uma série de procedimentos foi realizada. Entre eles, destacam-se: (1) reuniões entre proponentes e comissão para decidir questões organizativas e fazer reflexões teóricas sobre trabalho de campo – o que foi fundamental tanto para delinearmos o trabalho da comissão, com mais pessoas trazendo ideias e propostas, quanto para aproximar os proponentes da organização dos campos e mantê-los informados do andamento das atividades; (2) elaboração de cadernos de campo, que foi de grande importância, pois com esse recurso, os participantes puderam ter acesso às propostas, roteiros, mapas e textos de apoio sobre o campo com antecedência, possibilitando uma maior discussão sobre as temáticas abordadas e os métodos utilizados, além de constituir um material escrito, que pôde servir para reflexão posterior sobre a atividade; e, (3) tentativa deestabelecer reuniões pré e pós campo entre os proponentes e os participantes de cada campo.

Após o encontro, fizemos uma avaliação positiva do trabalho da comissão do ENG, e decidimos escrever um relato detalhado, como uma tentativa de sistematização, importante para o grupo, e principalmente como uma forma de publicizar a experiência, que poderia ser útil para futuras comissões de organização de trabalhos de campo nos ENGs e em outros encontros de geografia. Esse documento foi publicado, posteriormente, na Terra Livre No34.

Além disso, surgiu a ideia de iniciarmos esforços para uma publicação que seria composta por artigos escritos pelos proponentes dos trabalhos de campo do XV ENG, se possível com a contribuição de participantes dos campos. O objetivo era divulgar essas iniciativas e também fomentar debates sobre a prática do trabalho de campo. Com isso, essa atividade articularia os desejos de continuidade da comissão, que se firmou como um grupo permanente da AGB São Paulo, se propondo a refletir sobre o lugar do trabalho de campo na construção do saber geográfico, em especial, nos eventos da AGB.

É importante salientar que nesse momento foi feita a avaliação de que a opção por fazer uma comissão organizativa aberta para o ENG, na qual os participantes tinham interesse pelo tema, gerou frutos para além do encontro. Ou seja, a experiência de criação deste GT se deu a partir de uma “tarefa” do ENG.

Paralelamente ao projeto de publicação, demos início a um ciclo de discussões sobre trabalhos de campo que visava convidar pessoas para compartilhar experiências de campo em suas pesquisas e conversar sobre metodologia, atuação, dificuldades, etc.

Infelizmente, no período de 2009 a 2010 não avançamos muito em nenhuma das duas proposições do grupo. A publicação enfrentou alguns obstáculos, e o ciclo de debates sobre práticas de campo teve apenas uma edição.

No ano de 2010, o GT de trabalho de campo ganhou novo fôlego e aos antigos participantes se somaram outros, devido a uma divulgação sobre a existência e o funcionamento do GT.

O projeto de publicação foi retomado, ao mesmo tempo em que outras ideias surgiram nesse novo grupo. À vontade de um resgate da importância histórica do trabalho de campo na AGB somou-se o cuidado de que a publicação que preparávamos não ficasse datada pelos anos que já haviam se passado desde o encontro de São Paulo. Desta maneira, pensamos em uma série de entrevistas com “agebeanos históricos”, cuja trajetória fosse marcada tanto pela realização e reflexão sobre o trabalho de campo, quanto pela participação na entidade. Realizamos três entrevistas que foram publicadas juntamente com os relatos dos campos do XV ENG, no Boletim Paulista de Geografia N°91, produzido em parceria com a Comissão de Publicações da DEN.

Tal parceria levou-nos a pensar sobre a inserção do GT no XVII ENG que seria realizado em Belo Horizonte, em julho de 2012.

Nesse sentido, nos propusemos a realizar uma atividade de Grupo de Trabalho e a oferecer um trabalho de campo no encontro2. Nosso objetivo foi buscar problematizar os sentidos do trabalho de campo em geografia: na formação do geógrafo, na AGB e nos ENGs.

A saída de campo proposta intitulou-se “Nos arredores da geografia? Trabalho de campo, literatura e turismo na gruta de Maquiné e em Cordisburgo”, e teve como foco dois grandes objetivos do nosso grupo: a reflexão sobre as dificuldades e possibilidades de realização de trabalho de campo no encontro de geógrafos, sendo este um momento de construção coletiva de conhecimento; e refazer um percurso de campo já realizado décadas atrás, atualizando problematizações.

Assim, a partir do relatório do IBGE, intitulado “A Gruta do Maquiné e seus arredores”, de Afonso de Guaíra Heberle, publicado na Revista Brasileira de Geografia, 1941, e de alguns questionamentos do grupo, realizamos uma viagem para Cordisburgo, buscando apreender ainda a relação da geografia com a literatura e o turismo. Para isso a obra de Guimarães Rosa, sobretudo o conto “O Recado do Morro”, que é pesquisada por um integrante do nosso grupo, foi importantíssima.

Já o GT foi inicialmente pensado para ter três dias de discussão em torno do tema “O Trabalho de Campo na Formação do Geógrafo”. No entanto, devido à uma dedicação maior na preparação da saída de campo, o grupo não efetuou um aprofundamento teórico que desse conta de enfrentar o tema tão detidamente, e assim optamos por inserir filmes que proporcionassem a reflexão sobre a prática de trabalho de campo de geógrafos, trazendo novos elementos para a discussão.

O filme “Boiada: No tira-te, põe-te”, produzido por um grupo de estudantes de graduação e pós-graduação de geografia, foi exibido com o objetivo de relacionar trabalho de campo em geografia, literatura e cinema, além de possuir estreita relação com o lugar escolhido para o trabalho de campo propostopelo grupo, já que seu enredo se passa no sertão mineiro, refazendo a viagem de uma boiada que o escritor Guimarães Rosa acompanhou em 1952.

Já o filme “Belo Monte: o anúncio de uma Guerra” foi exibido com o intuito de tratar a relação do trabalho de campo em geografia e ação política, trazendo para o ENG a problemática bastante atual em torno da construção da usina hidrelétrica no rio Xingu, e suas relações com a luta popular. Após os filmes foi promovido debate com seus realizadores.

Avaliamos posteriormente que a introdução dos filmes no GT foi bastante interessante, agregando diversas pessoas em torno do tema do trabalho de campo, seus limites e suas diferentes linguagens, e como a relação com os movimentos sociais pode ser potencializada com o trabalho de campo. Tais questões, somadas às surgidas no primeiro dia do GT, quando foi feita uma discussão mais aprofundada sobre o tema proposto inicialmente, foram sistematizadas e levadas como relatoria do GT para a plenária final do ENG.

Foram elas:

- Trabalho de campo é método ou metodologia?

Alguma perspectiva teórica pode prescindir de trabalho de campo?

Importância do planejamento e seus desdobramentos para a realização do trabalho de campo;

Postura interativa do pesquisador, não sendo apenas um observador externo;

Desafio de articular, integrar e inter-relacionar teoria e empiria;

O trabalho de campo como possibilidade de problematizar a representação da realidade;

Diferenças entre realizar o trabalho de campo como momento de pesquisa, e como elemento do ensino (graduação e ensino básico);

Importância do trabalho de campo na formação do geógrafo, independente de ser prescindível ou não para pesquisas;

Limite do trabalho de campo na pesquisa: estranhamento dosmoradores” com o pesquisador (problemáticas entre sujeito e objeto);

Condições para a realização de trabalho de campo: a universidade não oferece condições para que o trabalho de campo esteja dentro da grade, e o estudante ter que arcar com os custos impossibilita que o professor exija sua participação;

Possibilidades de trabalho de campo no ENG: simples atividade turística, aproximação com alguns aspectos da realidade local, socialização de pesquisas pessoais.

Como propostas o GT apresentou:

Considerando os ENGs: 1-) realização de atividades pré-campo e pós-campo para integrar melhor o trabalho de campo na programação do encontro; 2-) cronograma de atividades do encontro proporcionar mais “espaços vagos”, a fim de que o momento do trabalho de campo não seja o único a possibilitar uma interação com a realidade local, para além da universidade; 3-) fomentar debates sobre trabalho de campo, por exemplo, com mesas redondas no encontro;

Criação de GT de trabalho de campo na AGB Nacional, com o objetivo de promover debates sobre essa prática, já tendo como sugestões de pauta: discutir o trabalho de campo como método ou metodologia para a geografia; defender a importância o trabalho de campo na geografia brasileira; mapear as condições de realização de trabalho de campo nas universidades. Por fim, devido aos debates suscitados pela exibição do filme sobre Belo Monte, foi sugerida ainda a articulação com o GT sobre questão energética (criado no ENG 2010, porém inativo), afim de aprofundar o acúmulo de discussão sobre o tema.

É preciso destacar que a criação de novos GTs nacionais na plenária final desse ENG não foi aprovada, tendo em vista a realização do Fórum de GTs.

Após o ENG, avaliando nossa trajetória e a realização de nossas atividades no encontro, o grupo passou por uma rediscussão de rumos, que nos levaram a elaborar algumas questões, tais como: qual é o sentido de continuarmos existindo enquanto um GT da AGB São Paulo? Quais serão nossos próximos passos? Como agregar mais pessoas? Como nos relacionarmos com outros GTs e também com a AGB Nacional?

Assim, surgiu a necessidade de um aprofundamento de estudo. Mantendo as mesmas questões norteadoras sobre a importância do trabalho de campo e suas possibilidades na geografia, e o interesse por refazer antigos roteiros de campo já empreendidos no âmbito da AGB, elegemos a cidade de São Paulo como tema de leituras e saídas de campo.

Também foi decidido promover atividade de campo destinada aos ingressantes no curso de geografia em 2013, cuja aproximação com as universidades, a AGB São Paulo já busca desenvolver. Acreditamos que com essas propostas é possível fortalecer a relação do GT com a Seção Local, que atravessa momento político singular, e também sensibilizar os estudantes de geografia para a temática da importância do trabalho de campo.

As perguntas elencadas acima continuam a fazer parte de nossas conversas atualmente, e provavelmente continuarão nos acompanhando, com nuances distintas relacionadas com os momentos do grupo. De qualquer forma, acreditamos que o diálogo com outros GTs no Fórum em Aracaju pode contribuir para pensarmos sobre estas questões, especialmente no que tange ao lugar dos GTs no interior da AGB, tanto em âmbito local como nacional.

Além disso, nossa expectativa é de que, com o Fórum, haja espaço para divulgarmos o tema do GT, ou seja, colocar o trabalho de campo em foco, pela importância que acreditamos que ele exerce dentro da construção do conhecimento geográfico. A partir daí será possível fortalecer as reflexões do grupo, e com isso expandir as atividades do GT em torno de alguns objetivos expostos acima, podendo resultar numa nova proposta de criação de um GT Nacional no próximo ENG, já que acreditamos que a plenária final do encontro é o fórum mais legítimo para isso.

 

11- Seção Local Fortaleza

 

a) GT de Urbana

 

Coordenação: Glauciana Alves Teles e Alexandre Sabino do Nascimento

O GT de Urbana fora criado na Gestão 2009-2011, mas só foi efetivamente iniciou suas atividades na gestão atual. A criação do GT de Urbana visa discutir entre associados questões relacionadas às intervenções no espaço urbano da cidade de Fortaleza e do Estado do Ceará. Além disso, o GT de Urbana tem atuado junto aos movimentos sociais urbanos em apoio contra os processos de desapropriação indevida, remoção para construção de grandes obras públicas e privadas, acompanhamento na construção de conjuntos habitacionais populares, acompanhamento das obras de mobilidade urbana em Fortaleza, entre outros.

Abaixo segue um relatório de atividades do GT de Urbana.

8.1.1. CONCIDADES ESTADUAL

No que se refere ao CONCIDADES Estadual a AGB Fortaleza é representada por Glauciana Alves Teles, que ao longo das reuniões vem se articulando com o Fórum Estadual de Reforma Urbana - FERU local. Recentemente participou da reunião de planejamento do ano de 2012 FERUNacional.

8.1.2. I SEMINÁRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DO CEARÁ

Data: 07 e 08 de Julho de 2011

Local: Ponta Mar Hotel

Objetivo: Este seminário fez parte das atividades de capacitação dos Conselheiros Estaduais do CONCIDADES CE e teve a presença de Conselheiros do CONCIDADES Nacional que apresentaram e discutiram projetos relacionados aos comitês técnicos de Habitação, Transporte e Mobilidade Urbana, Habitação, Saneamento Ambiental e saúde, Desenvolvimento e gestão territorial e Planejamento e integração Nacional.

8.1.3. REUNIÃO DE COORDENAÇÃO DO FNRU

Data: 04 e 05 de Agosto de 2011

Local: Centro de Formação da Arquidiocese de Manaus – Amazonas

Objetivo: Nesta reunião a representante da AGB Fortaleza, Glauciana Alves Teles participou como delegada representando a AGB Nacional. A delegada produziu um relatório-síntese das atividades e enviou a AGB Nacional e foi socializada no site da AGB Nacional. Abaixo fotos da reunião do FNRU em Manaus.

8.1.4. AUDIÊNCIA DE PACTUAÇÃO DO DIAGNÓSTICO DO SETOR

HABITACIONAL DO ESTADO DO CEARÁ DO PEHIS – CE EM FORTALEZA.

Data: 04 de Janeiro de 2011

Local: Auditório da Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) localizada no Centro administrativo Gal. Afonso Albuquerque, Cambeba, Fortaleza – Ceará.

Comentário: Neste evento foi apresentado o diagnóstico do setor Habitação do Ceará realizado por uma empresa de arquitetura contratada pela Secretaria das Cidades que visava a elaboração do PEHIS no Estado do Ceará. Houve muita discussão a respeito do levantamento realizado, pois o mesmo não estava de acordo com a realidade. Muitos conselheiros se colocaram contra as propostas apresentadas no diagnóstico. A AGB Fortaleza, também se mostrou contra. Ao final da reunião o diagnóstico foi aprovado com restrições, e seria realizada uma nova reunião para sua aprovação final.

8.1.5.AUDIÊNCIA PÚBLICA APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS RELACIONADOS À COPA 2014 E DE IMPLANTAÇÃO DO VLT EM FORTALEZA – RAMAL PARANGABA-MUCURIPE.

Data: 22/06/2011

Local: Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Comentários: Nesta audiência a AGB Fortaleza se fez presente em apoio àquelas comunidades e que estavam ameaçadas de serem removidas de suas casas para construção do ramal do VLT Parangaba-Mucuripe. Foi uma audiência bastante difícil para as comunidades presentes. Foram apresentados os projetos que a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado iriam desenvolver até evento da COPA de 2014. Os projetos apresentados pela prefeitura foram os de mobilidade urbana, VLT e urbanização do entorno do Estádio Castelão.

Já os projetos apresentados pelo governo do Estado foram os de reforma do Aeroporto Internacional Pinto Martins, a conclusão do METROFOR (Metrô de Fortaleza) e da Reforma e Ampliação do Estádio Castelão e a Construção do VLT Parangaba-Mucuripe.

Representantes das comunidades atingidas por tais intervenções alegavam que não foraminformadas e não sabem do que ocorrerá com as famílias. Já algumas famílias presentes alegavam que foram comunicadas que deverão deixar suas residências e foram cadastradas em programas de habitação do governo do Estado. Os encaminhamentos desta audiência foram que Prefeitura e Estado iriam comunicar oficialmente às comunidades, mas que nada de antemão poderia ser feito para mudar os projetos, pois já tem previsão de inicio e término.

8.1.6. SEMINÁRIO DE PLANEJAMENTO DA CIDADE DE FORTALEZA PARA A COPA DO MUNDO DA FIFA BRASIL 2014.

Data: Dias 29 de fevereiro, 1 a 2 de março de 2012

Local: Centro de Negócios do SEBRAE e Hotel Praia Centro

Comentários: Este seminário tinha por objetivo construir propostas e ações visando preparar a cidade para a COPA 2014 a partir da participação popular. Os representantes da AGB Fortaleza, Alexandre Sabino e Glauciana Teles participaram como representantes da entidade nesse evento. Além disso, muitos alunos do curso de Geografia da UECE e UFC. O evento teve a participação de representantes da FIFA, Ministério do Esporte, Ministério da Cultura e Ministério do Turismo. Nos dois últimos dias foram realizadas oficinas com temáticas diversificadas com intuito de a população propor ações para a COPA. Ao nosso entender, o evento serviu apenas para legitimar institucionalmente que COPA de 2014 em Fortaleza teve participação popular, pois os projetos já estão prontos. Outra questão levantada é que o evento não fora bem divulgado e o período que ocorreu, ou seja, dois anos antes daCOPA de 2014, ficaria quase impossível que as propostas encaminhadas fossem aderidas pelos gestores locais.

8.1.7. REUNIÃO DE REARTICULAÇÃO DO FERU LOCAL : ATUAÇÃO DO FERUCE NO CONCIDADES E NO PROCESSO DE COPA 2014.

Data: 27/02/2012

Local: CEARAH Periferia

Comentários: A AGB Fortaleza foi convidada a participar desta reunião e foi representada por Glauciana Teles. Abaixo segue a ata desta reunião:

A mesa foi presidida por Virgínia Ferreira (MLB) que iniciou a reunião com uma rodada de apresentação entre os presentes. Logo após Gorete Fernandes (FNBF) iniciou sua fala explanando sobre a condução do CONSUP pela a Secretaria das cidades, relatando os acontecimentos da última reunião que tinham poucos participantes representantes da sociedade civil e o modo como a Lana, funcionária do estado tem tratado a situação. Foi explanada a ausência de deliberação nas atividades do CONCIDADES e questionado o formato e os rumos que o este tem tomado. Em seguida foi dada a fala a Virginia que também comentou sobre a condução autoritária e os encaminhamentos de cima para baixo tomados pela a Secretaria das Cidades em relação ao CONCIDADES, ela explanou também sobre os fatos acontecidos na penúltima reunião do CONCIDADES, sua retirada da reunião e a “palhaçada” da Secretaria das Cidades em chamar todos funcionários do órgão para obter platéia para apresentação dos projetos do Porto das DOCAS e Aeroporto, também sobre um oficio recebido pela a secretaria do CONSUP falando de uma possível substituição nos conselheiros ausentes. Também falou sobre o

Comitê da copa e a necessidade de todas as entidades irem para dentro dele enquanto FERU, puxando um debate mais amplo que não seja só o VLT e as remoções, o fortalecendo e ajudando nas lutas. Erivânia se pronunciou sobre as impressões da CMP sobre o conselho que não mudou em muita coisa em relação a fala das demais entidades. Glauciana (AGB) agradeceu o convite para participar da reunião do FERU, falou um pouco da AGB e tirou dúvidas sobre a regularidade do FERU, dentre outras questões pertinentes, se colocou a disposição para participar das atividades enquanto AGB e para dar reforço nas lutas. Hércules se pronunciou falando sobre o modelo da organicidade do Conselho nacional e sugeriu que levássemos a proposta da formação de uma comissão executiva do CONCIDADES , semelhante ao nacional para deliberar, pensar pautas e realizar atividades junto com a Secretaria das Cidades. Aberlado (CEARAH PERIFERIA) apresentou a pauta da próxima reunião que será dia 15 de março e colocou suas preocupações, quanto a proposta de mudança do regimento e novos rumos do conselho, sugeridas pela a Secretaria da Cidades e a pauta extensa, sendo que a reunião só será de um dia, iniciando as 9hs. Hilda também falou sobre as preocupações que estão colocas, da necessidade de rearticulação do FERU tanto no processo do CONCIDADES quanto do Comitê de Copa 2014, propôs rearticularmos o interior e marcar uma reunião para o dia 14 de março a tarde, antes da reunião oficial. Conclui-se que todos e todas se pronunciaram colocando as preocupações que o CONCIDADES tem trazido de ser um órgão apenas de legitimação de atividades que sociedade civil só fica sabendo via imprensa e diário oficial. A fala de mudar os rumos do CONCIDADES se unindo enquanto FERU e indo pra dentro das reuniões com propostas e posições em bloco foi uníssona.

8.1.8. SEMINÁRIO A COPA QUE NINGUÉM VÊ: OS MEGAEVENTOS E ASVIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS.

No dia 15 de junho (sexta-feira), às 19h, no Auditório da Faculdade de Direito da UFC, o Núcleo de Assessoria Jurídica Comunitária (NAJUC-UFC) em comemoração aos seus 20 anos de fundação, realizou o debate “A COPA QUE NINGUÉM VÊ: OS MEGAEVENTOS E AS VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS” que contou com a participação de Cassia Laurindo, militante do Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM) e membro do LEPP, Thiago Roniere, militante da Organização Resistência Libertária (ORL), membro do Movimento de Luta em Defesa da Moradia (MLDM) e da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB) e de Raquel Rolnik, relatora especial da ONU para assuntos de direito à moradia, urbanista e professora da USP.

Nesse seminário foram discutidas questões relacionadas às intervenções do governo do Estado do Ceará e da Prefeitura Municipal de Fortaleza relacionadas às obras urbanas para a COPA de 2014 e suas consequências destas nas comunidades por qual estas obras serão construídas. Foram discutidas ainda, questões relacionadas às remoções, à moradia e a violação dos direitos humanos em detrimento de megaeventos como a COPA de 2014.

 

b) GT de Ensino de Geografia

 

Coordenadores: Luiz Antônio Araújo Gonçalves e Marília Colares Mendes

O debate referente ao ensino da geografia, em seus diversos graus, visou ampliar a discussão, entre licenciados e estudantes de Geografia, sobre questões inerentes ao ensino público e a atividade do professor no cotidiano escolar. Não obstante o debate posto, o GT de ensino teve a atuação de apoio junto às manifestações dos professores e professoras da rede pública municipal de Fortaleza e, posteriormente, dos professores da rede estadual de ensino, haja vista, em favor da implementação da Lei No 11.738/2008 – Lei do Piso Nacional do Magistério. Segue abaixo breve relato das ações empreendidas no GT de ensino.

MESA REDONDA: ENSINO EM CRISE? COTIDIANO ESCOLAR E MOVIMENTO DOCENTE

Data: 29 de junho de 2011 (Quarta-feira)

Local: Auditório do Programa de Pós-Graduação em Geografia – PROPGEO; Universidade

Estadual do Ceará – UECE / Campus do Itaperi

Descrição da atividade: A referida mesa redonda (cartaz na sequência) foi concebida com objetivo de discutir o cotidiano escolar e os desafios para a atuação do professor no ensino público cearense em seus vários graus de formação (fundamental, médio e superior). Com esse intuito, a mesa foi coordenada pelo representante da AGB Luiz Antonio Gonçalves com os professores convidados: Sharly Nunes (Professor da Rede Pública de Ensino do Município de Fortaleza – SME/PMF), Nivânia Menezes (Professora da Rede Estadual de Ensino – SEDUC/CE) e Lêda Carvalho (Professora Substituta da Universidade Estadual do Ceará -UECE). As falas dos palestrantes da mesa foram direcionadas ao processo histórico de desconstrução da educação pública no Brasil e a transferência dos recursos públicos para setores produtivos. Outro fator acrescentado naquele momento foi o contexto de reivindicação pela valorização do magistério e a cobrança dos gestores do estado pela implementação da lei do piso salarial dos professores. A precarização das universidades estaduais com a contratação de professores substitutos com salários reduzidos (50% a menos) em relação aos efetivos, foi ponto de discussão, além da quebra da autonomia universitária com as metas imposta às universidades que aderem ao Plano de Reestruturação/Expansão das Universidades Federais. A mesa redonda contou com a presença maciça de alunos e professores (71 participantes) que preencheram o auditório do PROPGEO, proporcionando um profícuo debate e esclarecimentos a respeito dos desafios da ação docente no contexto atual.

NOTA DE APOIO AO MOVIMENTO DOS PROFESSORES E PROFESSORAS DO MUNICÍPIO DE FORTALEZA EM GREVE

Data: 14 de junho de 2011.

Local: Assembleia dos Professores e Professoras da rede pública de ensino em greve.

Descrição da atividade: A referida nota (na sequência do texto) teve o objetivo de manifestar o apoio e solidariedade ao movimento dos professores e professoras do município de Fortaleza em greve, além de denunciar a desvalorização do magistério, marcada pelas difíceis condições de trabalho, sobrecargas e violências em sala de aula, uma condição insustentável que culminou com a não implementação dos direitos assegurados na lei do piso nacional do magistério com o tempo para planejamento de aula e estabelecimento de um piso salarial para a categoria. A nota também buscou repudiar os atos de agressão contra os professores do município proferidos pela Guarda Municipal de Fortaleza, ocorridas na manifestação do dia 07 de junho do corrente em frente a Câmara Municipal de Fortaleza.